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O FUTURO

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Goteborg VTS

Futuro
segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Na sequência lógica do MACAIS em que as 3 Redes A.I.S. foram instaladas nos Açores, Madeira e Canárias capacitando os navios que naveguem nas suas águas com este poderoso sistema de rádio-posicionamento, houve que, reforçando a cooperação transnacional, dar cumprimento aos naturais desenvolvimentos tecnológicos com os seguintes objectivos:
  • Aumentar a segurança das redes A.I.S., quanto à integridade e disponibilidade;
  • Aumento da capacidade de controlo e reacção do sistema A.I.S.;
  • Alargamento do universo de utilizadores;
  • Interligação com outras fontes de informação;
  • Optimização e rentabilização da estrutura de comunicações.
Com a concretização destes objectivos, pretende-se obter uma maior complementaridade entre as redes A.I.S. de cada uma das Regiões, promovendo a troca de experiências adquiridas e constituir canais de comunicação e troca de informação que podem proporcionar um serviço com maiores valias tanto para as entidades gestoras das redes como para as comunidades de utilizadores.

Estes principais objectivos foram apresentados, pela mesma parceria do MACAIS, num projecto de acrónimo REDAIS - Consolidação das Redes A.I.S., que mereceu no quadro do mesmo PIC INTERREG III-B Açores, Madeira, Canárias aprovação para o seu co-financiamento.

Para cumprimento destes objectivos, relevam-se algumas das tarefas que o REDAIS prevê:
  • ”Criação de um portal comum às três redes de A.I.S. com informação em tempo real e histórica para divulgação da informação recolhida pelas redes A.I.S., com uma imagem comum e com uma comunidade regional de interesse comum e complementar entre si. A informação residente no portal terá duas perspectivas:
    • Uma em tempo real com a transmissão em directo de toda a informação que os equipamentos A.I.S. transmitem automaticamente e de forma contínua sobre a posição e velocidade do navio, características do navio e carga transportada, dados sobre o estado do mar, vento, manchas de poluição, correcções ao GPS Diferencial, Estimated Time of Arrival (ETA), etc.
    • E a outra é uma perspectiva histórica em que o sistema operacional terá que dispor de um arquivo de informação recolhida pelas redes A.I.S. ao longo do tempo permitindo analisar tendências, compreender fenómenos ocasionais, conjunturais ou estruturais, conhecer se um comportamento indicia uma alteração de necessidades ou é uma sequência natural do histórico, etc .
  • ”Criação de um sistema de reporting no âmbito da informação recolhida pelas redes de A.I.S. permitindo interrogar as bases de dados numa perspectiva espacial e geográfica”.
  • ”Alargamento do universo de utilizadores disponibilizando a informação recolhida nas redes A.I.S. a outros universos de utilizadores, subdividindo-se estes em três tipos de utilizadores: os institucionais, profissionais e os privados ou particulares”.
  • ”Interligação com outras fontes de informação difundindo informação relevante para a navegação, designadamente, informação meteorológica, hidrográfica e oceanográfica e ainda, informação de ajudas à navegação ou de avisos à navegação pela interligação das redes A.I.S. às fontes oficiais e fidedignas da informação em conformidade com as normas estabelecidas pela IMO, IALA e ITU para o serviço de A.I.S. Antevê-se a interligação a serviços regionais ou nacionais de informação meteo-oceanográfica”.
Mas o Futuro terá que forçosamente passar pela implementação de um Sistema de Controlo de Tráfego Marítimo (VTS- Vessel Traffic System) nas Regiões que assim o entendam. Constituído por radares, sistema sofisticados de comunicações e tendo por componente fundamental o A.I.S., o VTS monitoriza as manobras dos navios, emitindo avisos sempre que regista possíveis operações de risco.
O VTS Costeiro de Portugal Continental, cujo funcionamento está previsto para 2007, irá monitorizar, controlar e fiscalizar a navegação ao longo da costa continental portuguesa. Entre as tarefas do VTS contam-se também a supervisão, a operação com vigilância e gestão do tráfego marítimo, simulação, treino e reprodução, para além de permitir o acesso à base de dados nacional de navegação marítima. O Centro de Coordenação situar-se-à em Paço de Arcos e o secundário em Portimão.
Logicamente que a instalação de um VTS envolve vultuosos recursos não comportáveis a nível regional.

Há no entanto que salientar o facto de que as Redes A.I.S. agora instaladas serão totalmente compatíveis com os futuros sistemas, ou seja, um primeiro e fundamental passo acaba de ser dado com o MACAIS.


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